O termo PIMS (Plant Information Management System) começa a ecoar nos meios de TI (Tecnologia da Informação) e também nos meios industriais, onde é feita a sua aplicação. Trata-se de uma tecnologia emergente que começa a ser difundida entre os vários tipos de indústrias, embora não seja novidade para alguns segmentos industriais, como o petroquímico, onde sua utilização traz ganhos da ordem de milhões de dólares por ano. Devido aos seus benefícios, esta nova forma de controlar as informações provenientes do processo, será cada vez mais utilizada nos novos projetos que envolvam sistemas de supervisão e controle, sendo uma complementação para ambos.
A MESA (Manufacturing Execution System Association), instituição criada para regulamentar as definições das novas tecnologias de middleware (principalmente de MES), tenta sintetizar as diversas funções dos futuros sistemas industriais. Como exemplo, temos hoje definidos muitos conceitos, entre os mais conhecidos: MES (Manufacturing Executin System), EPS (Enterprise Production System) e PIMS (Plant Information Management System). Aqui vamos nos concentrar no conceito de PIMS, mas é recomendado o estudo dos outros dois termos, que de certa forma complementam ou estendem o conceito de PIMS.
Basicamente, PIMS é um software que contém um repositório, onde são concentradas todas as informações relevantes das células de produção, diretamente ligadas aos sistemas de supervisão e controle. O PIMS coleta informações dos sistemas de supervisão, CLPs, SDCDs e sistemas legados e os armazena em uma base de dados real time. Tal base tem características não encontradas nos bancos de dados convencionais, como: grande capacidade de compactação (tipicamente de 10:1) e alta velocidade de resposta a consulta em sua base histórica. Devido a isto, é capaz de armazenar um grande volume de dados com recursos mínimos, se comparado às soluções convencionais.
O PIMS é uma solução pronta para quem quer implementar rapidamente um sistema de middleware, satisfazendo cerca de 90% das necessidades de uma indústria de processos. Quando aparece uma nova necessidade não contemplada nos pacotes tradicionais, o PIMS deixa aberta a porta para o desenvolvimento de funções específicas, utilizando, por exemplo, os tradicionais bancos de dados relacionais.